




Ontem à tarde fui sair pra fotografar aqui na orla da Atalaia, praia famosa de Aracaju, numa estrutura montada pelo governo do Estado, e foi uma grata surpresa. O que era pra ser uma exploração sem muitas expectativas, essa coisa de festa de São João pra turista ver, sabe como é?
Mas, ao chegar por lá, tava rolando um concurso de quadrilhas de velhinhos, o forró do idoso.
Quando alguém fala pra mim desses eventos para a terceira idade, me vem um arrepio na espinha, pois a primeira imagem é de alguém tentando animar daquele jeitinho "auto-ajuda", tipo:"Vamos lá, pessoal, vocês estão lindos! Ser velho não é ser velho, é estar na melhor idade! blá blá blá..."
Nada disso! Não tinha ninguém animando o pessoal não, sabe? Porque não era necessário, o pessoal estava com a corda toda, dançava com gás, não parava não...
Os grupos eram mistos, tinha velho, tinha moço, tinha mulher com mulher, mas não tinha homem com homem não, né, porque sergipano é cabra-macho, hehehe!
Detalhe: as mulher muito mais animadas que os homens.
Cada quadrilha representava uma cidade do Estado (Aracaju, Divina Pastora, Simão Dias, aí vai...).
Foi muito bom!
Foi bom pra quebrar o preconceito desses eventos, mas foi melhor ainda para mostrar que ser velho é continuar vivendo, e não querer que outras pessoas sejam o que nós achamos que o velho deve ser.
Viver é necessário por toda a nossa existência nesse mundo. Ter prazer, ter satisfação no que faz, com as pessoas que convivemos, no local em que trabalhamos é, sim, vital.
Ontem valeu, e muito!
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